{"id":7974,"date":"2015-10-18T17:15:14","date_gmt":"2015-10-18T19:15:14","guid":{"rendered":"http:\/\/bancodosimoveis.net\/?p=7974"},"modified":"2017-05-29T16:06:31","modified_gmt":"2017-05-29T19:06:31","slug":"reacao-do-mercado-imobiliario-so-deve-vir-a-partir-de-2016","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bancodosimoveis.com.br\/blog\/reacao-do-mercado-imobiliario-so-deve-vir-a-partir-de-2016\/","title":{"rendered":"REA\u00c7\u00c3O DO MERCADO IMOBILI\u00c1RIO S\u00d3 DEVE VIR A PARTIR DE 2016"},"content":{"rendered":"<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\" style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\" aligncenter\" title=\"Aluguel, Im\u00f3vel, Casa, Apartamento (Foto: Shutterstock)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/NUEuMsmbAg9Aj0oLFXtmgezyzec=\/620x400\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2013\/01\/07\/shutterstock_92833591.jpg\" alt=\"Aluguel, Im\u00f3vel, Casa, Apartamento (Foto: Shutterstock)\" \/><label class=\"foto-legenda\">RETOMADA S\u00d3 DEVE VIR COM RECUPERA\u00c7\u00c3O DE CEN\u00c1RIO ECON\u00d4MICO (FOTO: SHUTTERSTOCK)<\/label><\/div>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\" style=\"text-align: center;\"><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os<strong> plant\u00f5es de vendas de im\u00f3veis<\/strong> devem continuar pouco movimentados, pelo menos, at\u00e9 meados do ano que vem, de acordo com empres\u00e1rios e analistas ouvidos pela Ag\u00eancia Estado. A <strong>retomada de lan\u00e7amentos e do com\u00e9rcio de unidades novas<\/strong> s\u00f3 deve vir com uma recupera\u00e7\u00e3o de cen\u00e1rio macroecon\u00f4mico, quando a oferta de financiamento for ampliada e os consumidores se sentirem mais seguros frente \u00e0s oscila\u00e7\u00f5es de renda e emprego. At\u00e9 l\u00e1, a estrat\u00e9gia das <strong>incorporadoras <\/strong>\u00e9 evitar riscos e adotar uma postura mais cautelosa, concentrada principalmente na gera\u00e7\u00e3o de caixa e redu\u00e7\u00e3o de unidades em estoque.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Para o setor melhorar, temos de ver uma revers\u00e3o no pessimismo dos consumidores em rela\u00e7\u00e3o a esse conjunto de fatores, seja com um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), queda no desemprego ou controle da infla\u00e7\u00e3o&#8221;, afirmou o analista Marcelo Motta, do JPMorgan. &#8220;O caminho mais l\u00f3gico \u00e9 que, em algum momento, quando as medidas do governo surtirem efeito, os juros comecem a recuar, o que pode melhorar as expectativas econ\u00f4micas&#8221;, acrescentou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Confian\u00e7a e cr\u00e9dito s\u00e3o frequentemente citados como os principais fatores para o desenvolvimento do mercado imobili\u00e1rio no Brasil. Desde o ano passado, entretanto, os consumidores t\u00eam se mostrado cada vez mais hesitantes em se comprometer com uma compra t\u00e3o grande quanto um im\u00f3vel ou um processo t\u00e3o longo quanto um financiamento imobili\u00e1rio, diante de um cen\u00e1rio de recess\u00e3o econ\u00f4mica e infla\u00e7\u00e3o em alta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste ano, as dificuldades do setor foram acentuadas com a escassez de financiamento. Para intensificar o combate \u00e0 infla\u00e7\u00e3o, o Banco Central se apoiou num acentuado ciclo de eleva\u00e7\u00e3o da taxa b\u00e1sica de juros, a Selic, que j\u00e1 est\u00e1 no patamar de 13,75%. O problema \u00e9 que o rendimento da poupan\u00e7a, principal fonte de recursos para o cr\u00e9dito imobili\u00e1rio, se tornou relativamente baixo em compara\u00e7\u00e3o com outros investimentos, levando a saques l\u00edquidos seguidos das cadernetas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vale lembrar tamb\u00e9m que o pr\u00f3prio enfraquecimento da economia fez com que os brasileiros tirassem dinheiro para pagar contas e outras obriga\u00e7\u00f5es. Na primeira metade de 2015, o total l\u00edquido resgatado da aplica\u00e7\u00e3o foi de R$ 38,542 bilh\u00f5es, com um total de R$ 6,261 bilh\u00f5es s\u00f3 no m\u00eas de junho. Nos dois casos, foram os maiores volumes dos \u00faltimos 20 anos para os per\u00edodos (m\u00eas de junho e primeira metade do ano), desde quando a institui\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a compilar as informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis at\u00e9 hoje, em 1995.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&gt;Sem &#8220;funding&#8221;, a Caixa Econ\u00f4mica Federal, que encabe\u00e7a essa linha de cr\u00e9dito, e outras institui\u00e7\u00f5es elevaram os custos dos empr\u00e9stimos e restringiram a oferta. Para Jorge Rucas, diretor de Neg\u00f3cios da Jo\u00e3o Fortes, h\u00e1 poucas solu\u00e7\u00f5es para a falta de cr\u00e9dito imobili\u00e1rio: a redu\u00e7\u00e3o da Selic ap\u00f3s uma melhora da economia ou o crescimento da participa\u00e7\u00e3o de bancos privados. J\u00e1 o papel das incorporadoras \u00e9 &#8220;fazer uma an\u00e1lise profunda do cr\u00e9dito dos clientes e firmar parceria com bancos comerciais, para amenizar a situa\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito&#8221;, avalia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As medidas do governo para ajustar as contas federais s\u00e3o consideradas essenciais para a retomada do crescimento, mas algumas delas t\u00eam efeitos negativos no setor de im\u00f3veis, tornando ainda mais \u00e1rida a situa\u00e7\u00e3o no curto prazo. &#8220;Apesar do entendimento da import\u00e2ncia dos ajustes, algumas medidas podem pressionar ainda mais as margens das empresas ou elevar os pre\u00e7os no futuro&#8221;, afirmou Renato Ventura, diretor executivo da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Incorporadoras (Abrainc).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre os &#8220;efeitos colaterais&#8221; est\u00e1 a revis\u00e3o na pol\u00edtica de desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamento da constru\u00e7\u00e3o, que pode aumentar os custos da incorpora\u00e7\u00e3o. O presidente do Secovi-SP (Sindicato da Habita\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo), Claudio Bernardes, afirmou em entrevista recente ao Broadcast que a medida poderia inviabilizar o lan\u00e7amento de alguns projetos imobili\u00e1rios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Bernardes, as empresas n\u00e3o devem conseguir repassar todo o custo adicional para os pre\u00e7os dos im\u00f3veis e garantir, ao mesmo tempo, uma margem m\u00ednima de ganho sobre novos projetos. &#8220;Chega uma hora que a margem de lucro \u00e9 t\u00e3o pequena, por causa dos cont\u00ednuos aumentos de custos, que n\u00e3o vale mais a pena operar&#8221;, disse.<\/p>\n<div class=\"componente_materia\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"intertitulo\">Estoques<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">A press\u00e3o sobre as margens tende a acentuar a estrat\u00e9gia atual das incorporadoras, que j\u00e1 t\u00eam lan\u00e7ado poucos empreendimentos novos e se concentram na venda de estoques. Segundo Eduardo Muszkat, diretor executivo da incorporadora You,Inc, o volume de lan\u00e7amentos deve ser reduzido para &#8220;adequ\u00e1-lo a uma velocidade de vendas menor&#8221;. J\u00e1 analista s\u00eanior de Rela\u00e7\u00f5es com Investidores da Trisul, Michel Christensen, citou ainda que o mercado tende a realizar &#8220;ajustes na estrutura de despesas ante a gera\u00e7\u00e3o de receita&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O per\u00edodo at\u00e9 a rea\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser marcado tamb\u00e9m por campanhas de descontos, principalmente, nas vendas de empresas mais endividadas, que precisam de capital no curto prazo para saldar suas obriga\u00e7\u00f5es. Para Marcelo Motta, do JPMorgan, PDG e Rossi s\u00e3o casos que exemplificam os problemas decorrentes do alavancagem elevada. No fim do primeiro trimestre, a PDG tinha um \u00edndice de d\u00edvida l\u00edquida sobre patrim\u00f4nio de cerca de 120%, enquanto a Rossi estava em um patamar de 110%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essas empresas devem perder espa\u00e7o no mercado, pois precisam trabalhar para pagar d\u00edvida e acabam se concentrando apenas em acelerar as vendas. &#8220;A estabiliza\u00e7\u00e3o nesses casos deve ser, no m\u00ednimo, mais demorada&#8221;, acrescentou o especialista. No segmento de im\u00f3veis mais populares, h\u00e1 tamb\u00e9m a vulnerabilidade de companhias que trabalham com a faixa 1 do Minha Casa Minha Vida, a exemplo da Direcional. O risco para essa categoria \u00e9 o atraso de pagamentos \u00e0s incorporadores participantes do programa e o ritmo de contrata\u00e7\u00f5es de novas obras. O lan\u00e7amento da terceira fase do MCMV est\u00e1 prometida para agosto, mas a expectativa \u00e9 que o programa s\u00f3 volte a ganhar for\u00e7a em 2016.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na contram\u00e3o do resto mercado, h\u00e1 as empresas, como a MRV, que trabalham com im\u00f3veis mais populares e tem funding de cr\u00e9dito oriundo do Fundo de Garantia do Tempo de Servi\u00e7o (FGTS). &#8220;O setor de baixa renda tem liquidez e demanda, o que garante um bom momento do segmento, mas tamb\u00e9m pode sofrer com um futuro aumento do desemprego. \u00c9 preciso acompanhar de perto as press\u00f5es&#8221;, disse Gabriel de Gaetano, analista do Besi Securities.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte:\u00a0http:\/\/epocanegocios.globo.com\/<\/p>\n<hr \/>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><\/h2>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>RETOMADA S\u00d3 DEVE VIR COM RECUPERA\u00c7\u00c3O DE CEN\u00c1RIO ECON\u00d4MICO (FOTO: SHUTTERSTOCK) Os plant\u00f5es de vendas de im\u00f3veis devem continuar pouco movimentados, pelo menos, at\u00e9 meados do ano que vem, de acordo com empres\u00e1rios e analistas ouvidos pela Ag\u00eancia Estado. 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