Segundo o especialista em planejamento financeiro familiar, Augusto Saboia, a principal dificuldade do corretor de imóveis é medir a distância entre o que ele gasta e o que ele recebe. “Se o corretor não tem esse discernimento, ele acha ao ganhar R$ 15 mil, fruto de uma comissão, pode gastar este valor por mês e correr o risco de ficar com saldo negativo no fim do ano”, afirma.
Como escapar desta armadilha?
Saboia recomenda que o corretor pode procurar outras atividades no segmento que possibilitem o pagamento de parte de suas despesas. “Só depender da venda do imóvel é arriscado. O corretor pode negociar parcerias com outras empresas, aplicando a gestão de sua carteira de imóveis para administrar os débitos mensais”, afirma.
Envolver a família nesse processo é decisivo para o sucesso ou fracasso desta estratégia. “Os gastos quase sempre vêm antes da receita, então é preciso listar todas estas despesas dentro uma planilha para que haja um fluxo ordenado. Assim, quando o corretor realizar uma grande venda, evita gastar além da conta, sem planejar os meses seguintes. É possível ganhar dinheiro com a profissão, pois no Brasil há um déficit habitacional de 30 milhões de casas. Mas sem planejamento, o corretor se arrisca a levar uma vida no vermelho”, finaliza.
Fonte: Redimob

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